Prefeitura encerra 12ª Feira do Livro com balanço positivo e público estimado em 160 mil visitantes

Sexta edição promovida pela gestão do prefeito Edivaldo, FeliS reuniu no Multicenter Sebrae, de 16 a 25 de novembro, programação variada, com escritores locais e nacionais, venda livros e participação efetiva da população

25/11/2018

O maior evento literário do Estado, a 12ª Feira do Livro de São Luís (FeliS) encerrou a programação neste domingo (25), no Multicenter Sebrae, com sucesso. Esta foi a sexta edição realizada na gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior e reuniu um público estimado pelos organizadores em mais de 160 mil pessoas em 10 dias de evento. No local foram realizadas mais de 500 atividades gratuitas em uma programação que contemplou todas as idades, com atividades acontecendo simultaneamente em 20 espaços. Este ano, os visitantes tiveram acesso a 300 editoras distribuídas em 70 estandes de livreiros locais e de todo o Brasil, 40% a mais de expositores que nas feiras anteriores. Cerca de 150 mil livros foram expostos e houve a venda de 100 mil títulos e R$ 1, 6 milhão em volume de vendas.

A FeliS foi realizada pela Prefeitura de São Luís, por meio das secretarias de Cultura (Secult) e Educação (Semed), correalização do Serviço Social do Comércio (Sesc) e Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas do Maranhão (Sebrae) e patrocínio da Vale e Gasmar.

"Encerramos a 12ª FeliS com uma grande vitória. A população participou em massa. Houve uma grande aceitação do local em que foi realizado o evento, o Multicenter Sebrae. O nosso objetivo é que, em 2019, a Feira cresça em pelo menos 30% em infraestrutura, com ampliação da participação de livrarias de outros estados. Ano que vem a Feira se reforçará mais no cenário nacional", planeja o secretário municipal de Cultura, Marlon Botão, que representou o prefeito Edivaldo no encerramento do evento. 

Além do secretário municipal de Cultura, Marlon Botão, participaram da solenidade de encerramento, representando o secretário municipal de Educação, Moacir Feitosa, a secretária adjunta de Educação, Maria De Jesus Gaspar Leite, a diretora do Serviço Social do Comércio (Sesc), Rutineia Amaral Monteiro, a gerente de Relações Institucionais da Vale, Giselly Pinto, e, representando a Universidade Estadual do Maranhão (Uema), Cláudio Eduardo de Castro.

A secretária adjunta de Educação, Maria De Jesus Gaspar Leite, pontuou que o término desta edição da Feira do Livro "coroa mais de uma semana de festa da cultura do saber, pensada pela Prefeitura com muitos parceiros. Um evento que começa nos gabinetes das secretarias de Educação e Cultura e termina com essa multidão de pessoas que faz tudo acontecer".

A diretora regional do Sesc, Rutineia Amaral Monteiro, afirma que participar da Feira é potencializar as ações que a instituição já desenvolve nas áreas de arte, principalmente literatura. "É também contribuir para a difusão do livro e leitura, criar oportunidade de trabalho na economia criativa em nosso estado, principalmente incentivar grupos de contação de histórias, fazer com que o próprio evento absorva esses profissionais. Juntos somos mais fortes no acesso democrático aos bens culturais e na promoção da qualidade de vida das pessoas", explica.

CRESCIMENTO

A programação foi toda gratuita e, nesses 10 dias, contou com mais de 500 atividades, dentre elas a participação de 21 escritores nacionais convidados, lançamentos de livros, palestras, rodas de conversa, mesa redonda e conferências, seminários, plenárias, sessões de cinema, bate-papo literário, workshop, oficinas e minicursos, intervenções artísticas, espetáculos teatrais, performances poéticas, contações de histórias, apresentações culturais, exposições, pocket shows e visita de escritores a escolas da rede pública.

A coordenadora da 12ª FeliS, Rita Oliveira, avalia como positiva a participação do público e que o Multicenter Sebrae é um espaço ideal para grandes eventos. Sobre as parcerias, a coordenadora explica que "deram suporte para a realização da Feira. O Sesc contribuiu com uma parcela grande na programação de autores nacionais e atividades culturais, foi a correalização do Sebrae que cedeu o espaço e contribuiu também com a programação. Já a Gasmar patrocinou o evento e realizou atividades para o público infantil. Não podemos deixar de citar a Vale, que patrocina a FeliS desde a primeira edição e distribuiu este ano 10 mil livros, além das outras atividades promovidas em seu estande", destacou a coordenadora.

A programação incluiu 135 conferências, palestras, mesas redondas e rodas de conversa. Intelectuais do Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Pará, Paraná, Bahia e Paraíba enriqueceram a programação em diversas áreas do conhecimento como literatura infantil e juvenil, poesia, crônica, contos, filosofia, reportagem, música, cultura, direitos humanos, cultura negra, educação, história, psicologia, matemática, direito, biblioteconomia e povos indígenas.

A 12ª FeliS contou com a participação de Fabrício Carpinejar, Geovani Martins, Lúcia Fidalgo, Roseana Murray, Eduardo Jardim e Ramon Nunes de Melo, vindos do Rio de Janeiro. De São Paulo vieram Mary Del Priore, Gaspar Z'África Brasil, Solange Muglia Wechsler e Bruna Cândido. Pernambuco é o estado de origem de outros quatro autores: Mário Rodrigues, André Neves, Alexandre Santos e José Renato Ribeiro. Os paraenses Luiz Percival Leme Britto, Ivan Abreu Mendes e Cacique Zeca e o paranaense Fernando Granato também marcaram presença. Wanda Machado e Eduardo Ribeiro vieram da Bahia e Edgar Diniz, da Paraíba.

Além disso, a FeliS se estendeu para mais de 14 escolas com atividades culturais e palestras com escritores nacionais. Ainda como parte da extensão da Feira, pela primeira vez 10 hospitais, asilos, creches e biblioteca pública receberam programação. O evento recebeu também 20 caravanas de municípios do interior do Maranhão, com mais de mil estudantes, que vieram pela primeira vez vivenciar uma experiência de Feira de Livro. Também houve o agendamento de 60 escolas da rede pública e privada.

Foi disponibilizado um quantitativo de segurança especial com 10 agentes da Guarda Municipal, uma ambulância e dois técnicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), seis agentes da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), sete homens da Blitz Urbana, 15 brigadistas do Corpo de Bombeiro Civil do Maranhão, 20 homens da segurança privada e seis auxiliares de serviços gerais. Além disso, 20 pessoas da Secretaria Municipal de Cultura (Secult) e 100 monitores também trabalharam. Intérpretes de libras atuaram em todas as conferências.

PALESTRAS

Na tarde do domingo (25), ocorreu a palestra 'Racismo Institucional e Religioso' com o palestrante baiano Eduardo Ribeiro, inclusa dentro da programação da Feira Preta SLZ. O evento teve discussões sobre como o racismo se emprega na sociedade atual e como a representatividade e a militância são importantes nos dias de hoje. "Quem assiste televisão dos anos 1990 para cá, viu que ocorreu uma mudança. O racismo ainda está presente, mas há uma tentativa de representatividade de pessoas negras", destaca.

Ainda na tarde de domingo, ocorreu, no Café Literário, o bate-papo com o tema 'O Brasil Cinema' com os debatedores Rose Panet e Ramusyo Brasil. O evento comentou sobre a história do cinema no Brasil, abordando também temas como representação e representatividade das minorias, e de como o cinema pode auxiliar nisto. O ritmo cadenciado do Bloco tradicional 'Os Guardiões' encerrou a programação cultural.

AVALIAÇÃO FELIS

O curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Maranhão realizou durante a 12ª FeliS uma pesquisa online que traçou o perfil e a opinião do público sobre o evento. O perfil dos participantes foi de 68,1% de mulheres, com 32% de 21 a 30 anos, 24% de 11 a 20 anos e 22,5% de 31 a 40 anos. Quanto ao papel desempenhado, 36,6% são alunos, 18,5% pais e família e 9% educadores; 65,5% responderam que visitaram a Feira em anos anteriores. O principal motivo de visitar o evento foi comprar/ver livros, com 57,9%.

Sobre a importância da Feira para a comunidade, 57,9% disseram que é o incentivo à leitura, 15,8% citaram otimizar debates e encontros em torno da literatura/livros/leitura e 14,9% destacaram a valorização da literatura maranhense. Apresentaram mais da metade de aprovação do público o horário de funcionamento (55,7%), segurança (58%), atendimento monitores (62,7%) e qualidade dos livros (60,6%).